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“Enquanto eles falam, nós trabalhamos”: Cleidiny rebate acusação sobre contas do município e anuncia medidas jurídicas

Cleidiny da Saúde afirma que valor divulgado pelo vereador Vevê não corresponde aos números apresentados pela administração e cobra responsabilidade na divulgação de informações sobre as contas públicas

A discussão sobre a situação financeira de Santa Efigênia de Minas ganhou novos contornos após uma declaração do vereador Vevê da Papelaria, que, segundo a Prefeitura, mencionou um valor de aproximadamente R$ 5 milhões relacionado às contas do município.

O prefeito Cleidiny da Saúde contesta a informação e afirma que o número apresentado não corresponde à realidade dos dados utilizados pela administração municipal.

Segundo a Prefeitura, Santa Efigênia de Minas possui atualmente aproximadamente R$ 3,5 milhões em despesas empenhadas. A administração ressalta que esse valor não pode ser apresentado automaticamente como uma dívida de R$ 3,5 milhões, já que o empenho representa uma etapa da execução da despesa pública.

A diferença entre os números apresentados – R$ 5 milhões mencionados pelo vereador e aproximadamente R$ 3,5 milhões em despesas empenhadas informadas pela Prefeitura – passou a ser o centro da discussão.

Prefeitura afirma que situação é administrável

Para o governo municipal, os números precisam ser analisados dentro do contexto da execução orçamentária e financeira do município.

A administração sustenta que o volume de despesas empenhadas está dentro de uma realidade administrável e que não representa, por si só, uma situação de colapso financeiro.

Prefeito questiona uso político dos números

Cleidiny da Saúde afirma que críticas e fiscalização fazem parte do processo democrático, mas defende que informações sobre as contas públicas sejam apresentadas acompanhadas dos respectivos documentos e do devido contexto.

Para o prefeito, apresentar um valor isolado como se representasse uma dívida consolidada pode gerar uma interpretação diferente daquela demonstrada pelos registros contábeis.

“Uma coisa é o direito de se pronunciar, fiscalizar e fazer crítica. Outra coisa é apresentar uma informação como verdade sem mostrar os documentos. As contas públicas precisam ser discutidas com responsabilidade e com os números corretos.”

O prefeito também afirma que a administração municipal está trabalhando com planejamento e controle das despesas.

Governo destaca investimentos e serviços

Ao contestar a narrativa de dificuldades financeiras, a administração também destaca ações realizadas desde o início da atual gestão.

Entre os trabalhos apresentados pela Prefeitura estão a pavimentação de ruas, a estruturação do serviço de fisioterapia, a cobertura do estádio municipal e a aquisição de veículos para atendimento à população, incluindo veículos destinados ao transporte de pacientes e uma ambulância.

A administração afirma ainda que vem mantendo o pagamento dos servidores em dia e conduzindo as despesas dentro de uma política de controle e organização financeira.

“Enquanto eles falam, nós trabalhamos”

Ao comentar as críticas, Cleidiny adotou um tom mais direto e afirmou que sua resposta será dada por meio do trabalho realizado pela administração e da apresentação dos dados oficiais.

“Enquanto eles falam, nós trabalhamos. A gente trabalha e mostra o que faz.”

O prefeito também criticou o que considera uma tentativa de transformar informações contábeis em uma narrativa de crise administrativa.

“Nós temos aproximadamente R$ 3,5 milhões empenhados. Isso é uma realidade completamente diferente de simplesmente dizer que o município tem uma dívida de R$ 5 milhões. As contas precisam ser colocadas na mesa, os documentos precisam ser apresentados e a população precisa conhecer os números corretamente.”

A discussão deve continuar no campo político e institucional, com a oposição mantendo seu papel de fiscalização e a administração defendendo sua gestão e os dados apresentados.

Para o governo municipal, o ponto central é que qualquer informação sobre as finanças públicas de Santa Efigênia seja acompanhada de documentos, contexto e precisão, evitando que valores de diferentes etapas da execução orçamentária sejam tratados como se fossem a mesma coisa.